Nativos selvagens das pistas  cariocas, a dupla Mumbaata combina a pimenta latina aos temperos fortes da música brasileira e africana com o toque ácido da house. Lennox Hortale e Pedro Poyart compartilham  sua paixão pela dance music com ritmos étnicos e em pouco tempo alcançaram bons resultados na cena eletrônica agregando ouvidos interessados a diversidade musical.
 
Neste ano os rapazes ganharam o prêmio de produtor revelação no Rio Music Conference e também foram glorificados no Beatport no concurso de remixes para uma track do lendário produtor Marshall Jefferson. Uma prova que existe espaço fora do turbilhão tecno e edm que infestaram as festas de rua, clubes e festivais Brasil afora.
 
Com vocês, Mumbaata!
 
 
Como vocês se trombaram e tiveram a ideia de criar o Mumbaata?
 
Lennox: Nos conhecemos no início dos anos 2000, porém não éramos próximos. Nos reencontramos em 2015 no estúdio do Pedro, durante as gravações do programa de rádio “Não Pare na Pista”, que eu apresentava semanalmente. Um belo dia, cheguei mais cedo para gravar o programa e o flagrei gravando umas melodias no teclado para um projeto que ele estava produzindo. Curti bastante o que ouvi e resolvi então convidá-lo para uma sessão no meu estúdio. Na primeira sessão o trabalho já fluiu bastante e marcamos outras vezes e outras músicas, até que decidimos formar um projeto juntos e tocarmos ele ao vivo. Daí surgiu o Mumbaata.
 
O que vocês faziam antes de criar o projeto?
 
Lennox: Antes disso eu já tocava bastante como DJ e tive outro projeto de Live conhecido como Glocal. Pedro também teve outro projeto em parceria com J Phillips e produzia muitas coisas de Rap.
 
Quais sonoridades agradam vocês e como chegaram num consenso para suas composições autorais?
 
Gostamos muito de gêneros latinos e africanos, e transpor essas influências para a nossa música com uma pegada mais de pista foi bem legal.
 
Fora o Mumbaata, o que vocês aprontam nas horas vagas?
 
Pedro: Eu vou a Praia, Maracanã, Cachoeira sempre que posso. Enquanto eu Lennox, procura ir a academia botar o corpo para trabalhar, porque ficar em estúdio muito tempo sentado não é muito saudável.  
 
Quais foram as gigs inesquecíveis e a mais bizarra?
 
Ainda não tivemos muitas gigs pois o projeto é relativamente novo. Nossa estréia tocando fará um ano no fim do mês. Tivemos sorte e o privilégio de tocar em festas muito boas e vale destacar algumas; Bootleg, Incomum, Noon e D-Edge no Rio, Levels em Porto Alegre, Acqua Boat em Brasilia, Chakra em Santa Catarina e D-Edge e Ressonância em São Paulo. Mas a mais esperada ainda está por vir...Rock in Rio dia 21 de setembro.
 
Ainda vale a pena ser dj/produtor no Brasil mesmo em tempos de crise?
 
A crise tem os 2 lados, por um lado reduz as festas, e por outro valoriza-se mais o produto interno, mas confesso que nunca foi fácil ser dj/produtor no Brasil mesmo antes da crise. Se você tiver um trabalho sério e sólido como em qualquer outra carreira, as chances de alcançar o sucesso são maiores.
 
A cena de e-music carioca tem revelado nomes ligados ao bass, batidão e house com toques tropicais e étnicos. Quais vocês curtem?
 
Cara particularmente não conhecemos  muito a cena bass, podemos falar pela house e  nomes que estão circulando muito bem como Carrot Green, Joutro Mundo (Jonas Rocha), Tata Ogan e um produtor Ossaim, que conhecemos recentemente.
 
Tem alguns djs, festas e produtores locais que vocês curtem?
 
Djs são muitos e a maioria deles são amigos, seria difícil citar todos, e acabar esquecendo de alguém. Tem muitos legais no Rio como ON/DA, Moo, Kode, 4 Finest Ears Rio Me e Noon.
 
E o que vocês preparam para o Freaky Beats?
 
Fizemos um playlist no Spotify com música que influenciam o nosso trabalho.
 
Mumbaata playlist, aqui: