Santa Luzia 216 - Diego Gama se fez presente em sua coleção

Acompanhamos o evento, batemos fotos ótimas e batemos um papo após o desfile, no qual o designer nos contou algumas singularidades, como quando carimbou as pedras de seu bairro para criar estampas únicas. Em resumo: Santa Luzia contribui física e mentalmente para ele.

O local do desfile foi o Centro Cultural Oswald de Andrade, que fica em um dos bairros varejistas mais famosos de São Paulo, o Bom Retiro (SP). O contraponto era claro!

Na passarela, foram mostradas roupas feitas à mão, algumas de antigos retalhos de tecido. Ali, a mensagem emocional era mais importante que a que se via nas formas. Silicone, neoprene, linho... esses tecidos tomam lugar do algodão da fast fashion. Justamente em meio ao Bom Retiro (SP) seu desfile mostrava que temos sim alternativas justas de consumo.

Após a apresentação, fomos encaminhados para um bate papo, quando Diego brevemente explicou sua coleção, passando a palavra para as representantes do Grupo Guita, que junto à Diego Gama idealizaram o projeto "Desorna" grupo de estudos sobre novas possibilidades para a moda, colocando a coleção como um pano de fundo para problemas intrínsecos no universo da moda.

“Diversidade não é pra ser tendência, diversidade é obrigação”

Durante a conversa, falamos sobre a glamourização do homem criador, a falta de diversidade em grandes desfiles e a necessidade do comércio varejistas se tornar mais aberto às mudanças. Fizemos tudo sem intenção de reformar velhos conceitos, e sim pensar em novas maneiras de criar e consumir.

Tive a oportunidade de acompanhar todo o processo no dia do desfile, do making of vendo o conceito de beleza de Alma Negrot e Raphael Holland ganhando vida nos mais diversos modelos, até o a última combinação ser desfilada. E aqui estão as fotos:

Galeria

Escrito por:

Yara Oliveira

Formada em Comunicação Social – Rádio, TV e Internet pela universidade Anhembi Morumbi e pós graduada em Ilustração Infografia e Motion Graphics, cursei extensão em Artes Contemporâneas e cinema pela UNIFESP. Fora da área de comunicação, já estudei design digital, design de moda,teatro e violão. Trabalhei como editora de vídeo na produtora Scena – Foto, fui fotógrafa e diretora criativa na Eu Sou Fotofradia de Corpo e Alma e atualmente sou diretora criativa pela revista Freak Market e pela empresa Velours International.
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