No Brasil, muitos artistas tem o sonho de viajar para o exterior para exibir trabalhos e consolidar sua carreira, mas você já parou para pensar que o contrário também acontece? É o caso de Caleb Jamel Brown, um pintor e fotógrafo americano que resolveu focar no território brasileiro para expandir um pouco mais da sua arte!

 
Deixando para trás a sua terra natal, a cidade de Atlanta, no Estado da Georgia nos EUA, o artista Caleb Jamel Brown chega no Brasil a partir do dia dez de setembro,  sem ter definido um espaço de tempo para sua permanência no país. Caleb tem 24 anos, mas conta que o interesse pela arte surgiu aos 13 anos de idade, quando passou a andar de skate e começou a criar ilustrações digitais para camisetas de amigos e capas de mixtapes.
 

Primeira experiência do artista estrangeiro no Brasil

 
Essa vai ser a primeira vez que Caleb viaja para o Brasil, inclusive ele já vem com a  preparação em andamento, pois tem estudando português para não chegar completamente alheio na cidade de São Paulo. “Todos os brasileiros que eu conheci até agora tem sido legais” comenta Brown, acrescentando que, justamente por isso, não tem se estressado quanto a expectativas a respeito de sua recepção no país.
 
A ideia de conhecer terras brasileiras surgiu após o final de sua residência em Buenos Aires, na Argentina, onde lhe deram a dica de que São Paulo é considerada uma das melhores cidades da América Latina se tratando de arte. Caleb aproveitou para reunir alguns contatos e informações sobre oportunidades potenciais na sua área, como a possibilidade de participar de exposições, para então se aventurar por aqui.
 
O objetivo principal quando Caleb viaja é aprender com uma nova cultura e conhecer novas formas de criar arte. Ele não intenciona ficar apenas em São Paulo, quer visitar a Bahia e Brasília também, e já tem se familiarizado com artistas contemporâneos brasileiros, para saber um pouquinho mais do que está rolando no  cenário daqui.
 

Autodescobrimento e forma de fazer arte

 
As pinturas que de Caleb são geralmente feitas com tinta a óleo, tinta acrílica e impressões. O americano não estabeleceu um segmento para seu trabalho, diz que ainda está em fase de descobertas, o que faz total sentido, uma vez que agora estará conhecendo um novo país que pode lhe proporcionar novas formas de linguagem e características diferentes para suas próximas obras. “Eu realmente não tenho uma preferência, só depende da ideia.” 
Já com relação a estilo artístico, Brown se importa em reproduzir uma identidade expressiva, que marque e distinga a arte como sua, além de trabalhar bastante em camadas.
 

Temática social e interesse na cultura negra em ascensão

 
Por vir de Atlanta, cidade que é considerada pelos moradores como uma espécie de Hollywood negra, Brown sempre reparou bastante nas semelhanças e diferenças presentes no sul dos Estados Unidos, onde a escravidão era mais proeminente. 
 
Aqui no Brasil, essa questão também chama sua atenção, “estou interessado principalmente no que as pessoas estão fazendo agora para promover melhor as nuances da cultura negra, subverter a supremacia branca e exibir as muitas formas de excelência negra”, explica o artista.