Se você se acha radical porque conhece skate, surf, bike, snowboard, sandboard e afins, fique esperto, pois existem competições tão bizarras que parecem piada para algum roteiro de filme B.

Que tal uma competição de quem come mais ovo ou quem passa roupa de maneira mais extrema? Melhor ainda! Hóquei debaixo d’água! Sim: esses “esportes” existem, têm praticantes e até ranking. Óbvio que alguns passam da tênue linha do bom gosto e são tachados de manifestações de imbecilidade extrema. 
 
Você pode achar essa seleção abaixo um absurdo, um atentado ao verdadeiro espírito olímpico e se revoltar com a existência deles, mas saiba que eles estão aí, acontecem e agregam uma boa fatia de competidores que preferem o lado B da vida a se manter na normalidade de segmentos bem aceitos pela massa. Prepare seu coração, fígado e estômago.
 

Passando o ferro!

 
Extreme Ironing é um esporte que consiste em passar roupas em situações extremas, radicais e de quase perigo. Surgido em 1997 e criado pelo inglês Phil “Steam”Shaw, o irônico esporte conta com competições mundiais e praticantes dedicados em locais como Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Fiji e Estados Unidos. 
 
A passada de ferro extrema já foi registrada durante a guerra do Golfo, em meio a saltos de paraquedas, dentro de cavernas e até debaixo do mar com um competidor cercado de tubarões. E você achando que passar roupa não é emocionante.
 

O ovo é do povo

Na cidadezinha de Bastos, interior de SP, durante três dias são recebidas mais de 120 mil pessoas para a Festa do Ovo. Como o local é famoso por ser o maior fornecedor de ovos do Brasil, nada mais justo que ocorrer durante o evento o concurso de comedores de ovos. É bem simples: em 15 minutos você deve comer a maior quantidade possível de ovos cozidos e dar pausas para tomar água. Na categoria masculina já houveram competidores que comeram 39 ovos de galinha. Já no feminino com ovos de codorna, uma competidora bateu o recorde e devorou 122 unidades! Imagina como será a noite após tanto ovo?
 

Uma carcaça vale pontos

Da Ásia Central vem o Buzkashi. Muitas vezes comparado com o elegante Pólo. Ambos esportes são disputados por dois times sobre cavalos e envolvem arremessar um objeto através de uma meta. Um tanto brutal, porém, o Pólo é disputado com uma bola, enquanto que o Buzkashi usa carcaça de cabra ou bezerro.
 
Uma disputa tradicional de Buzkashi  pode durar dias, embora a versão de campeonato, regulamentada nas últimas décadas, tenha um tempo limitado. Esse esporte ainda ocorre mesmo causando náusea e revolta dos protetores de animais que o consideram uma prática nojenta.
 

Xeque – morte!

 
Boxe xadrez saiu da inspiração do cartunista francês Enki Bilal em 1992. Só em 2003 que ele veio ao mundo real na forma de um campeonato e é praticado em onze países em que seus lutadores usam cérebro e porrada para vencer.  Assim como no boxe, as lutas têm mestre de cerimônia, narrador, comentaristas e uma arquibancada cheia de torcedores barulhentos. Os  torneios mundiais disputados foram definidos por uma vitória no xadrez e não na pancadaria. Será que pegaria no Brasil?
 
 

Pegando na tora

 
Caber Toss é um antigo esporte escocês particado pelos bebedores de scotch que não dispensam um kilt pra tornar a atividade mais “arejada”. Essa modalidade faz parte do Scottish Highland Games e necessita de força e bravura, pois trata-se de um levantamento de uma tora alta de 79 quilos que deve ser transportada e largada numa considerável distância. Acredita-se que esse esporte surgiu por acidente devido a lenhadores que cortavam troncos para cruzar abismos nas montanhas. Sai mais rápido que montar uma ponte.
 

Óleo e couro

Yağlı Güreş ou luta no óleo, vem da Turquia e consiste em unir dois lutadores bezuntados em óleo na missão de se agarrarem em seus calções de couro para vencer seu oponente entre 10 a 15 minutos. Pode parecer o roteiro de um romance homo erótico, mas é uma modalidade muito séria e apreciada em sua terra de origem. Então perdoem a nossa mente suja.
 

Cruz que carrego

Eukonkanto ou corrida de carregamento de esposa acontece anualmente na Finlândia e trata simplesmente de um marido bem treinado carregar sua mulher correndo por obstáculos. Dizem que isso une os casais ainda mais. E o prêmio? O peso da sua amada em cerveja. Um beberrão tipo Peter Griffin ou Homer Simpson teria que alimentar bem sua alma gêmea antes da corrida.
 

Bodeado

Gosta de uma buchada e sarapatel? Então você vai virar fã do concurso de quem come mais carne de bode realizado em Cocal da Telha (PI) que acontece durante as festividades do Bode Rei. Poderia ser apenas mais uma competição de quem come mais, mas o destaque fica pela escolha da carne de bode que estufa a pança dos concorrentes que tem um curto espaço de tempo para enfiar a iguaria local goela abaixo. Arretado!
 
Pois bem, você vai se perguntar se existem outras modalidades muito loucas por aí não é? Sim! Só pra constar tem a corrida do queijo na ladeira, arremesso de anões, hóquei de monociclo, encantamento de minhocas, etc...