Mesmo com a globalização, culturas de diversos países perpetuaram suas vestimentas tradicionais como uma moda fixa, demonstrando apego às raízes e conservando anos de história local em forma de roupas. Conheça um pouco mais sobre esses lugares e seus estilos próprios!

Lapónia

 
Já imaginou se a sua roupa e acessórios contassem tudo sobre você? Na Lapónia tem um povo chamado Sami, cuja forma de vestir diz de onde a pessoa é, a qual família ela pertence e qual é o estado civil dela, isso tudo levando em consideração as jóias, cores e estampas utilizadas. Além disso, há uma peça chave no armário dos Samis: o gákti, um traje tradicional que se assemelha a um vestido para as mulheres e um camisão para os homens, e geralmente é utilizado para cerimônias especiais ou para trabalhar. 
 

Vietnam

 
O dai é uma vestimenta unissex típica do Vietnam, mas que, com o decorrer do tempo, acabou ficando mais popular entre as mulheres e como uniforme para funcionários de profissões diversas. Apesar de aparentar cobrir o corpo inteiro, o dai também pode ser fabricado em texturas finas e transparentes, o que pode acrescentar um tom mais sensual ao visual. Frontalmente ele parece ser um vestido ou túnica longa, mas pela lateral há uma fenda para melhorar a mobilidade do usuário. Por baixo se utilizam calças feitas de tecidos leves.
 

Quênia

 
 
Os Maasai são um grupo étnico proveniente da região sul do vale do rio Nilo, no Quênia, e se destacam por suas vestimentas características, em que cada cor leva um significado específico. Vários de seus padrões não distinguem sexo. Estampas floridas são utilizadas por homens e mulheres, assim como jóias de contas e a cabeça raspada.
 
 

Canadá

 
Considerados parte das primeiras nações do Canadá, os Inuítes são esquimós de origem índigena que se localizam no ártico do país. Tanto o amauti (um tipo de parca) como as mukluk (botas) são geralmente confeccionados com peles de animais, devido ao inverno gelado que assola a região em que os Inuítes vivem. Outra roupa típica que eles ainda usam se chama tuilik, uma jaqueta à prova d’água para andar de caiaque.
 

Paquistão

 
Há dois trajes tradicionais que os paquistaneses usam diariamente: o sari (veste feminina originada da Índia, que consta em cinco ou oito metros de tecidos enrolados em torno do corpo) e o shalwar kameez (conjunto de calça e camisa longa que termina na altura dos joelhos, e é destinado para ambos os sexos, com detalhes diferentes para cada um). Os tecidos geralmente tem como base o algodão e são adaptados para a estação determinada, não correndo o risco de passar calor no verão ou frio no inverno.
 

Namíbia

 
Homens e mulheres do povo Himba, da Namíbia, não costumam cobrir o peito e utilizam saias devido ao extremo calor do local. Acessórios e penteados identificam a idade e status do himba dentro de sua comunidade. Buscando proteção contra insetos no deserto, eles usam manteiga e ocre no cabelo e na pele, elementos que lhes atribuem o aspecto avermelhado pelo qual se destacam.
 

Mongólia

 
A roupa que faz a cabeça dos povos nômades da Mongolia é chamada de deel, e se trata de uma espécie de vestido longo com uma faixa amarrada na região da cintura. Essa indumentária não tem distinção de sexo e é usada diariamente, principalmente nos grandes centros urbanos do país. Dependendo da ocasião ou estação, ela é confeccionada em algodão, seda ou brocado.
 

China

 
As tribos Hmong, também conhecidas como “povo da montanha” na China, utilizam trajes típicos até hoje e se diferenciam entre si através de cores e estamparias. Há alguns segmentos dentro da cultura Hmong, como, por exemplo,os hmong flor, que costumam abusar de cores chamativas e franjas nas roupas, e a tribo hmong preto, que utiliza tons sóbrios, com detalhes coloridos apenas nas golas, bainhas e mangas das roupas.
 

Madagascar

 
Em Madagascar é muito comum o uso do lamba, um vestuário feito a partir de um tecido retangular que é enrolado no corpo. Por ter um corte tão simples, o lamba também é utilizado para outras serventias, como para carregar uma criança, se proteger do sol e até mesmo guardar restos mortais de alguém. Os tecidos costumam ser bem estampados, com cores brilhantes e vívidas.
 

Guatemala

 
Na Guatemala, o povo Maia optou por manter o tradicionalismo na forma de vestir, distinguindo uma aldeia de outra através de padronagens diferentes, com tecidos tramados com linhas bem coloridas. Na vestimenta feminina é muito comum o huipil, uma espécie de poncho confeccionado em tear e com decorações como desenhos, bordados e fitas.
 

Fotos: Colin Prior, The Planeta, Roger Smith, Divulgação