A indústria da moda e seu crescimento exponencial praticamente ininterrupto gera consequências à uma cadeia que envolve graves complicações aos muitos explorados, como as pessoas que são escravizadas e o impacto direto na sustentabilidade. Se preocupar de onde vem a roupa que você veste também é uma maneira de militar.

Impactos do consumo inconsciente de marcas que não se preocupam com seu impacto na cadeia social e ambiental geram a máquina desenfreada de consumismo, escravidão do século XXI e desmatamento são constantemente falados. Mas você realmente sabe qual é o impacto disso tudo para você e o mundo? Ou como você pode contribuir para a reversão desse cenário?
 
 

Impactos ambientais e sociais do consumo exagerado

As grandes multinacionais e tradicionais marcas não são detentoras apenas das peças mais baratas do mercado, mas da razão pela qual isso é possível. Um olhar além do mercadológico nos faz enxergar os itens que emitem 400% a mais de carbono que os comuns e fábricas em países subdesenvolvidos com seus funcionários explorados, que logo se apresentam como os reais motivos para a produção e consumo desenfreado de peças com preços menores.
 

As pessoas que sofrem com o Fast Fashion

Sem espaço para respeito, calma, qualidade e sustentabilidade, marcas com produções desenfreadas das últimas tendências de moda estão por todos os lados. 
A pauta sobre as marcas de roupa multinacionais e nacionais, que exploram, comumente, países de terceiro mundo com pagamento sub-humano pelas horas trabalhadas (caso de Bangladesh, 3º lugar mais explorado no ramo vestuário no mundo, que paga 27 euros ao mês, para 8 horas trabalhada) é recorrente, mas o poder dessas indústrias gigantes parece se impor sobre qualquer tipo de denúncia. 
 
 
 

O ambiente do consumo exagerado

Números alarmantes nos rodeiam todos os dias e cada segundo que passa o nosso mundo está um pouco mais agredido.
 
A indústria da moda é a 2ª que mais polui no mundo, ficando apenas atrás da do óleo. Cerca de 20% das águas poluídas no mundo são decorrentes do tingimento de tecido. Uma calça jeans, por exmeplo, para chegar aos nossos armários, percorre um longo caminho. Sua produção envolve milhares de litros de água até corantes muitas vezes descartados de maneira incorreta, uma verdadeira agressão ao meio-ambiente. O que vamos fazer em relação à tudo isso?
 

A moda para o bem

Na contramão da indústria fast fashion despreocupada com os impactos de suas ações, marcas de roupa surgem com propósito social e transformam o mundo da produção desenfreada em otimização dos recursos:
 

PanoSocial

A PanoSocial, auto titulada nascida da responsabilidade social e ambiental, é uma marca que promove a ressocialização de ex-detentos ao contratá-los para a rede de produção de roupas, uniformes, acessórios e produtos customizados, utilizando matéria-prima ecológica, uma forma de diminuir a reincidência criminal e contribuir para a paz social. 
 
Greenpeace, Labotika Store e Dufinin são algumas das marcas que compram e apoiam as causas defendidas pela PanoSocial.
 
 
 
 

Recman

A Recman, que oferece acessórios que vão desde o porta-óculos às bolsas de viagem, usa como material para produção dos itens somente materiais descartados sem deixar de lado a elegância do design minimalista. 
 
A marca, que produz peças lindas a partir de câmara de pneus, mangueiras de bombeiro e esteira de corridas descartadas, também carrega no seu DNA a preocupação com todo o processo de produção, que, nesse caso, acontece em projetos sociais de comunidades carentes de São Paulo. 
 
Se você quer saber mais sobre como os produtos chegam à sua casa e possui um pouco mais de 20 minutos para se dedicar ao assunto, o minidocumentário “Story of Stuff” (História das coisas) pode te ajudar:
 

 
Já praticava o consumo consciente de roupas? Se não, está prontx para começar?
 
Fotos: Karla Giacomet, Thay Stoschi e Pano Social