E aí, já decidiu o que fazer no feriadão em comemoração a Independência do Brasil? Não? Então se liga nas dicas de filmes independentes que o Freak selecionou!

 

Antes de tudo, você pode estar se perguntando: “o que é um filme independente?”

Geralmente o que classifica um filme como independente tem a ver com sua forma de produção. Um cineasta independente faz o filme acontecer se valendo unicamente de seus próprios meios, sem patrocínios ou ligações financeiras com instituições públicas ou privadas. Essa área do cinema dá destaque para obras de baixo orçamento, que não tem facilidade de se alavancar na indústria de blockbusters.
 
Uma das origens do cinema independente é tida como a partir do momento em que a The Motion Picture Patents Company constituiu um grupo padronizado de produtoras e distribuidoras de filmes, impedindo a formação de concorrência no ramo em 1908. Entretanto, com a centralização do cinema entre as grandes empresas, muitos profissionais que ficaram de fora dessa indústria Hollywoodiana, partiram para o oeste dos EUA na intenção de criar seus próprios filmes com os equipamentos modestos que possuíam. Por conta dessa atitude contrária aos ideais patenteados e forma autoral de criação, esses cineastas foram chamados de independentes.
 
Confira abaixo cinco filmes de 2018 que fazem parte desse segmento:
 

Projeto Flórida

 
Lançado pelo mesmo diretor do longa experimental Tangerine, que havia sido filmado com Iphone, Projeto Flórida traz mais uma vez a visão de Sean Baker a respeito de pessoas em situações mais periféricas e marginalizadas em meio à sociedade. No original em inglês, a palavra Projeto do título faz analogia justamente a este ponto, pois significa o mesmo que complexos habitacionais populares aqui no Brasil, logo, o olhar recai sobre a população humilde que vive nas dependências próximas dos parques da Disney, adicionando aí uma ideia de contraste social.
 
O roteiro narra as histórias de Halley, uma mãe muito jovem e de ações ainda inconsequentes, e sua filha Moonee, de seis anos de idade, que faz da hospedagem em que moram, o seu próprio parque de diversões, vivendo a infância na simplicidade. 
 
 

Madeline’s Madeline

 
Madeline’s Madeline é um filme da diretora americana Josephine Decker, que trabalha de forma independente e adiciona abordagens expressionistas ao seu modo de fazer cinema, transformando o filme em arte. 
 
O longa trata do entendimento da identidade, acompanhando uma atriz adolescente que, ao ganhar um papel teatral importante, começa a mesclar suas vivências com a da personagem interpretada, colocando em pauta quem está realmente por trás da peça, a direção ou a própria Madeline.
 
 

Desobediência

 
Adaptação do livro da escritora Naomi Alderman, Desobediência é um filme independente que consegue abordar a temática da homossexualidade com representatividade e um tom de veracidade. O longa foi bem recebido pela comunidade LGBTQ+ por retratar um casal lésbico sem os estereótipos que geralmente são comuns em outras produções. 
 
Dirigido pelo chileno Sebastián Lelio, que foi escolhido pela própria autora do livro para dar vida ao romance, o filme conta a trajetória de Ronit, uma mulher que, ao retornar para a comunidade judaica a qual fazia parte, reencontra Esti, uma amiga que fora sua paixão desde a infância, levantando uma reflexão em cima da disparidade entre a religião e a sexualidade.
 
 

Ilha dos Cachorros

 
Apesar de já ser queridinho pelo mainstream, o diretor Wes Anderson mantém suas produções dentro do estilo independente, com projetos autorais e parcerias de elenco. Duas marcas muito fortes de seus filmes são a paleta de cores bem chamativa e a simetria das cenas.
 
Em Ilha dos Cachorros, Anderson trabalhou novamente com filmagem em stop motion e marionetes, desenrolando uma trama que chama atenção por fazer referências a política, ditadura e xenofobia. O enredo conta a história de um menino japonês que foge do local em que morava, após seu pai, um político, aprovar uma lei proibindo a presença de cachorros na cidade, o que fez com que ele perdesse seu companheiro canino.
 
 

O Doutrinador

 
Diferente dos anteriores que já foram lançados, O Doutrinador estreia nos cinemas agora no dia 6 de setembro, então guardem a data! Se trata um filme independente brasileiro, dirigido por Gustavo Bonafé e baseado em uma série de quadrinhos criada pelo designer gráfico Luciano Cunha. Além do longa-metragem, que promete ser uma novidade na indústria de cinematográfica do nosso país em questão de gênero, um seriado está sendo produzido para dar sequência na história, com previsão para o segundo semestre de 2019.
 
O enredo gira em torno de Miguel, um agente federal perito em armas, que após passar por um trauma pessoal, resolve se tornar uma espécie de vigilante mascarado, lutando contra a corrupção que circunda pela sua cidade. Parece familiar? Sim, quem acompanha a clássica HQ da Marvel e a série da Netflix tem pressuposto que aí tem uma inspiraçãozinha no Justiceiro, mas o criador já aponta diferenças entre os anti-heróis, como o fato de seu personagem possuir uma identidade secreta e uma motivação além de vingança: doutrinar governantes desonestos.