Séries para curtir a bad

Nem só de anos 80, roubos mirabolantes e futuros distópicos vive o espectador. Às vezes só queremos ver relações complexas, realistas e tragicômicas. Essas é a lista para quem quer rir e chorar ao mesmo tempo nesse final de semana. Aqui estão 4 séries pra você curtir a bad!

Love

Love traz uma certa polêmica em seu entorno, criada por Judd Apatow, Paul Rust, e Lesley Arfin a série retrata as indas e vindas do complexo casal Mickey e Gus (Gillian Jacobs e Paul Rust). As personagens são dois extremos, Mickey é uma mulher independente, de personalidade forte e muito estilo, enquanto Gus é um típico Nerd inseguro e acabou de sair de um relacionamento conturbado. Os dois vieram de histórias complicadas e tentam se encaixar no mundo um do outro. Acontece que as mais simples situações se tornam absurdas para o casal que não tem maturidade para resolver os problemas. Essa falta de maturidade faz muitos julgarem o relacionamento da série como abusivo, por conta de episódios de ciúmes, personagens possessivas, carência entre outros problemas emocionais. O fato é que a série lida com o amor de maneira bem diferente das comédias românticas da Sessão da Tarde.

Crashing

Essa série não é nem um pouco famosa, é uma daquelas que achei zapeando na Netflix enquanto pensava “não tem nada pra assistir” durante a madrugada. Mas ali estava ela com sua sinopse absurda. Crashing conta a história de 6 amigos que moram em um hospital abandonado como “guardiões”. Basicamente são pessoas completamente falidas que moram em lugares prestes a serem demolidos, até que são retirados de lá.

A série britânica trata em apenas 6 episódios na sua primeira temporada, relações extremamente complicadas: a artista com complexos freudianos que tem fixação por um homem que parece seu pai, os noivos prestes a se casar que não se conhecem inteiramente e tem a relação abalada quando uma antiga amiga do noivo aparece para visitar, o homem gay inseguro e o hétero machista que tem sua sexualidade questionada por ele mesmo.

De maneira cômica e com situações absurdas, o roteiro desenvolve as relações entre as personagens e mostra que ninguém realmente é “bom ou mal” dentro do grupo. A série trata as relações humanas de uma maneira simplesmente tragicômica.

Please Like Me

Diretamente da Austrália, essa série criada e protagonizada por Josh Thomas, conta a história de Josh, um homem que se descobriu homossexual em seus vinte e tantos anos e tenta se adaptar a nova realidade, enquanto a sua volta lida com a mãe depressiva e os amigos em relacionamentos destrutivos/abusivos.O protagonista não é de empatia à primeira vista, ele  é inseguro, sarcástico, ansioso e cheio de complexos. Please Like Me trata de transtornos mentais de maneira cômica mas dentro do limite trágico das situações. Abordar temas como suicídio, transtornos de ansiedade, síndrome do pânico, insegurança, entre outros, não é tarefa fácil para uma sitcom, mas de forma muito bem construída isso é levado pela série de maneira a não causar incômodo ao espectador. São tantos os problemas que cercam Josh, que os poucos momentos de paz te fazem sorrir com o protagonista. Infelizmente a série foi cancelada, muitos que a chamavam de “a nova GIRLS” dizem que isso aconteceu por simplesmente não ser um programa norte americano. Seja como for, ela está completa na Netflix.

Lovesick

De todas da lista, LoveSick é pessoalmente minha preferida, não sei se por causa da simplicidade da trama, ou da empatia com as personagens, é uma série de fácil identificação.

A Storyline é simples, Dylan descobre que tem clamídia há algum tempo e precisa avisar todas as mulheres com que teve relações para se tratarem e para facilitar, ele fez uma lista e cada nome da lista intitula um episódio da série. Quando li a sinopse esperava um humor pastelão para matar o tempo, acontece que não  é bem assim.

Dylan ( Johnny Flynn) é um típico romântico que busca encontrar a mulher perfeita, mas essa busca interminável pelo amor romântico o leva para muitas frustrações e acaba distanciando ele de Evie (Antonia Thomas), a moça divide apartamento com  Dylan e Luke e lida com os dramas dos dois tentando controlar os próprios, como estar apaixonada pelo melhor amigo e não ser correspondida. Luke é aquele tradicional personagem que não se prende sentimentalmente à ninguém (além de seus dois amigos) e tem casos com diversas mulheres, mas diferente do Joey de Friends ou Barney de How I Met Your Mother, esse  comportamento reflete negativamente em sua vida e se mostra ainda mais complicado no decorrer da série. Uma série de desencontros muito além de Rachel e Ross, o roteiro é fluido e nenhum acontecimento que separa o casal principal é forçado, tudo está explicado pelos cômicos e trágicos flashbacks que fazem parte do formato da série.

Tem série para quase todas as bad! Mas se ainda não achou a sua, fala com a gente e quem sabe não rola mais uma lista?

Escrito por:

Yara Oliveira

Graduada em Rádio e Tv, com extensão em artes contemporâneas e cinema e pós em design. Comunicação, arte e design, paixões intrínsecas da minha vida e bases da sociedade, que tenho necessidade de aprender e explorar cada vez mais.
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